O Natal se aproxima e com ele a esperança
de dias melhores, de realizações, de mudanças. Como amo esta data!!!!
Volto a ser criança ao vislumbrar o brilho
colorido das luzes; a música toca meu coração de forma profunda e revolvo meus
pensamentos a um tempo longínquo onde inocente e lampeira brincava e me
divertia nas mais adversas situações.
Não
tenho tantas boas lembranças no que se refere a carinho e atenção.
Nasci com o dom de transformar a tristeza em alegria.
Onde cresci soava no ar sempre um tom de
excedência... Parece que eu sobrava, que o que me era de direito o era forçado.
Brincava, e o meu mundo fantástico de criança
funcionava melhor na rua. Em casa, geralmente as brincadeiras eram sempre pra
me machucar, pra se aproveitarem da minha inocência... mas eu não deixava de
ser feliz... nem quando Ivan (meu 2º irmão) arremessava pro alto os meus parcos
25 quilos (brincando de circo) e eu tinha que incorporar o gato, para na
agilidade que me fosse possível não me esborrachar no chão.
Não deixava de sorrir após ter chorado muito por ter me surpreendido com
catarro dentro de um osso que Ivo ( meu 1º irmão ) carinhosamente houvera me
oferecido pra chupar no fim do almoço. ( que nojo ! ) ou ter me prometido uma
moeda mas com a condição de eu comer várias pimentas arrancadas no pé, lá na
frente da casa.
Como vêem, até para me fazerem feliz era necessário me colocarem
chorando.
Eu
era lembrada a todo instante que era magra e feia, Ivo também me dizia que para
ficar bonita era necessário comer um nervo amarelo existente na carne
chamado“cabelouro”. Mas o detalhe é que a mágica só aconteceria se ao comer o
tal nervo eu estivesse chorando.
Eu,
pra ficar bonita e um pouco mais gordinha, topei; afinal, eu me achava tão
feia... Recebia o
“cabelouro”das mãos de Ivo e vários beliscões para que o choro se efetivasse.
Está explicada a minha ausência de lembranças de atos carinhosos na minha
infância?
Não me recordo de ninguém vindo em meu socorro.
Apanhava por tudo!!!!
Recebia olhares nesgueados dos “parentes” e qualquer peraltice, inocente
que fosse, era atribuída à conduta ruim de minha mãe biológica (que eu mal
conhecia). Ela era uma “peste” aos olhos dos “parentes”. Mas eu não abria mão
de ser feliz.
q oportunidade de conhecermos a nossa(família) história tia!!!por isso q és tão forte!!a felicidade sim é importante e ela se esconde dentro de nós mesmos, tu tens esse acesso fácil pois sempre te vejo pra cima!!bjs
ResponderExcluirObrigada meu lindo Dody.
ResponderExcluirCresci me propondo a todo instante que lutar por sorrir seria um negócio melhor.
bjs
Mesmo fazendo esta catarse tua escrita é esmerada. Bola pra frete... Continua a desaguar este talento que Deus te deu e que ninguém tirará.
ResponderExcluirBeijos!
Muito legal conhecer a sua história minha mãe.você teve uma idéia supimpa.espero que seu livro faça muito sucesso!!
ResponderExcluirBeijos!!
Obrigada meu querido Dandan.
ExcluirFico muito feliz que você e seu irmão possam conhecer um pouco do que foi minha infância. Sem grandes prêmios , mas com muita diversão.
Bjs