sexta-feira, 8 de junho de 2012

Me metia em tudo.

     Ensaiava ser professora, pleiteava ser dona de casa, feliz, top model, mais gordinha, irmã amada, aceita, socialight mirim, convidada, palhaço de circo, atriz, ter voz e vez, cantora e tudo o que o meu sonho de criança permitisse.
     Foi plantada em mim a baixa estima moral e física, mas nem assim me tornei uma pessoa ‘derrubada’.
     As vezes titubeio, mas em seguida aposso-me da psicóloga que mora em mim e instantaneamente curo-me.
      Era magérrima e piolhenta, porém inteligente e perspicaz. 
Como já mencionei, não era de mim remoer tristezas; Quando era ferida no meu moral, acercava-me de todos os meios para recompor-me... mesmo sem   o carinho dos “parentes” eu dava meus pulinhos leves e tratava de "medicar" minha alma para viver e ser feliz.
Era o meu propósito.

3 comentários:

  1. Lindi, adorei o teu blog! Está ficando lindo. Que vc costure a sua colcha de retalhos pouco a pouco, cada dia, mostrando a mulher forte que a vida criou. A amiga dor passa e o aprendizado levamos pra depois da carne. Beijos, Bela

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Belinha, é muito bom pra mim saber que as pessoas que admiro vão dando uma passadinha por aqui e deixando suas valiosas contribuições.
      Obrigada e continue lendo sempre que tiver um tempinho.

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